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3 séries da Netflix para maratonar no feriado

Na semana que antecedeu esse feriado prolongado, perguntamos em nosso stories (@partyou.pay) se a galera preferia que déssemos dicas de lugares para sair ou dicas de séries que estão na Netflix para maratonar. E o resultado você já pode imaginar pelo título deste texto.

Ao longo do feriado, postamos 3 dicas de séries, bem diferentes entre si, para agradar a todos os gostos. Compilamos essas infos neste texto para quem não teve a oportunidade de ver o Stories, ou quer compartilhar o que a gente indicou. Então, bora lá! (Mas já avisamos que contém alguns spoilers).

Dica 1: The End of the F***ing World

Também conhecida como #TEOTFW, a série britânica não tem enrolação: são 8 episódios com, no máximo, 25 minutos de duração, que contam a história de amor nada convencional de James e Alyssa.

James é um rapaz tímido e deslocado de 17 anos, que vive com o pai.
Alyssa é uma jovem também deslocada, de pavio curto, que não gosta de quem se adapta

Revoltada com o que se passa em sua casa, a garota decide ir em busca de seu pai e convida James para a empreitada: seria a situação perfeita para o jovem – que acredita ser um psicopata – matá-la.  A série continua cheia de humor negro e situações inesperadas.

Apesar de a história começar com James, ela é muito mais sobre Alyssa. O criador Jonathan Entwistle conta: “Mesmo que de alguma forma a história se tenha iniciado com James, a história é muito sobre Alyssa e como ela vai desvendando os segredos. Essa série é sobre Alyssa tentar encontrar o pai, basicamente. E eu acho que a história dela fica mais em aberto no final. O mais ambíguo mesmo é o que acontece com Alyssa”.

Os personagens são autênticos, a atuação de Jessy Badens como Alyssa é ótima, a fotografia é linda e a trilha sonora deliciosa (ouça no Spotify). E ainda dá pra assistir tudo rapidinho. Quer mais?

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Dica 2: Dark

Se você gostou de Stranger Things, Mindhunter, True Detective ou Fringe, provavelmente vai gostar de Dark. Mas já saiba que ela é um tanto mais pesada.

No vilarejo de Widen, duas crianças desaparecem sem deixar rastros. Como todo mundo se conhece na pequena cidade, o clima começa a ficar tenso e as pessoas desconfiadas ao mesmo tempo em que as quatro famílias envolvidas na busca das crianças revelam um passado sombrio.

A série alemã mistura terror e suspense, e não deixa claro se o que está acontecendo envolve elementos sobrenaturais ou se é tudo uma invenção da mente. Mas parece haver uma questão forte com o tempo. Talvez uma viagem nele? Uma das questões primordiais da série é: “A questão não é onde. Mas quando”. #ficaadica

A fotografia da série impressiona, assim como a criatividade para criar os cenários.

Outros motivos pra se assistir a série é que, apesar de medonha, ela é linda e tem cenários incríveis. E pra quem gosta de teorias, com certeza vai ter muito assunto pra discutir no bar.

Dica 3: Atlanta

É de se impressionar que as pessoas ainda não estejam falando MUITO nessa série e fabricando memes aos montes. Mas não há dúvidas de que é uma das séries com o humor mais inteligente e sutil dos últimos tempos.

Ela conta a história de Earn, que largou a faculdade e vive de bicos tentando sustentar a filha e levando um relacionamento um tanto complicado com a mãe dela. É quando o seu primo começa a fazer sucesso repentino como o rapper Paper Boi e ele resolve agenciá-lo.

Donald Glover interpreta Earn em Atlanta, série que também produz, dirige e roteiriza. Ufa!

A série tem muitos pontos fortes. A começar por Donald Glover, que faz o personagem principal, mas não só. Ele também é o diretor, produtor e roteirista da série. É isso mesmo. (Isso sem falar no seu enorme talento também como o rapper Childhis Gambino).

Não é de se admirar que o jovem de 33 anos já tenho ganhado pela série 2 Globos de Ouro (pela direção e atuação) e 1 Emmy. Ele é o primeiro negro a ganhar um prêmio como diretor de série cômica. O cara é um gênio.

O rapper Paper Boi (à direita) e Darius, seu amigo (à esquerda) e um dos personagens mais queridos da série.

A série mistura realismo com situações totalmente absurdas, e tem um humor muito próprio que vai do nonsense às críticas sociais, das piadas internas às sátiras da sociedade norteamericana. Temas como racismo, transfobia e violência policial conseguem ser tratados com um humor que faz rir e ao mesmo tempo deixa a gente constrangido.

E tudo isso em episódios curtíssimos, mas tão bem escritos que não deixam nenhuma ponta solta. Tudo isso é efeito de quem sabe sobre o que está falando.

E pra quem é fã de rap, funk e soul, não tem como não destacar a trilha sonora. Ouça a playlist no Spotify.

A série fala do cenário musical do rap em Atlanta, mas também sobre amizade e amadurecimento.

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