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Como melhorar o engajamento do time durante o distanciamento social

Uma queixa muito frequente das equipes de trabalho em entidades estudantis (e em empresas tradicionais também!) é a dificuldade de manter o engajamento e a motivação do time, mesmo à distância.

No último evento online que participamos, o Otávio (um dos nossos fundadores) contou um pouco da história da própria Partyou. A startup começou na sala de casa, para então se mudar para o Google Campus.

E agora, com o distanciamento social, a nossa volta ao trabalho remoto. Bom, pelo menos da nossa equipe que fica em São Paulo, já que o restante do time já atuava assim.

Existe uma receita para esse modelo de trabalho não impactar o engajamento e funcionar tão bem quanto o presencial, dentro da empresa? Não.

A sua equipe vai começar já acertando, trabalhando perfeitamente nesse modelo? Também não.

Mas, apesar disso, acreditamos que há caminhos que serão melhores que outros nesse grande desafio!

Por isso identificamos 3 conceitos importantes que podem te ajudar a alinhar com o time e manter o foco quando as coisas ficam difíceis, seja numa pandemia ou em algum outro momento de crise.

Vamos lá?

1 – Cada tamanho de empresa precisa de um tamanho de burocracia

Cada tamanho de empresa precisa de um tamanho de burocracia

É muito importante para uma entidade estudantil olhar para dentro, entender os seus limites e a sua capacidade produtiva.

Nós da Partyou desempenhamos conforme a nossa estrutura. Uma multinacional performa de acordo com a capacidade dela.

Por isso, não adianta uma EJ ou uma microempresa olhar para o Nubank, por exemplo (ou para a FEA JR) e querer copiar o modo de trabalhar.

Os processos internos são particulares de cada organização. A questão aqui não é linear, e apesar da matemática não ser tão útil nesse caso, ela é reveladora.

Pare para pensar:

Uma empresa com 3 pessoas gerencia 6 níveis de alinhamento entre cargos. Em uma empresa com 10 pessoas, isso aumenta exponencialmente.

Quanto mais pessoas e cargos na empresa, maior a complexidade da rotina e a necessidade de se organizar para que todos entreguem o que é proposto.

Para uma entidade, é importante ir “complicando os processos devagar”, buscando não criar processos apenas por criar, que acabam prejudica o trabalho e o engajamento do time.

A gestão de processos é muito útil, principalmente para organizar algo que já é praticado e garantir que o caos não reine caso a quantidade de trabalho aumente.

Indicamos 2 livros excelentes para entender

  1. Measure What Matters, ou “Avalie o que importa”, do John E. Doerr.
  2. Scale Up, ou “Escalando o seu negócio”, do Verne Harnish.

2 – Cachorro com muito dono morre de fome

Cachorro com muito dono morre de fome

Aqui o ditado popular retrata bem o que queremos passar. Cachorro com muito dono morre de fome e cachorro sem dono também.

Dentro da entidade, as tarefas precisam ser direcionadas aos seus executores e terem prazo para entrega.

Não existe maneira melhor de arruinar o trabalho do que deixar as coisas “no ar”, ou seja, identificar uma demanda e não escolher um responsável por ela.

Cada atividade precisa ter um dono!  É o primeiro passo para começar a ter uma melhor comunicação e as coisas passarem a ser feitas da maneira correta e entregues no tempo certo.

Se o responsável por postagem nas redes sociais deixar de fazer a publicação do dia, não dá pra esperar que outra pessoa se encarregue disso sem nada combinado.

O trabalho de cada um se complementa como um todo no final, mas isso não quer dizer que qualquer um pode realizar qualquer tarefa dentro da entidade.

Quando tudo fica com uma pessoa só ou uma atividade tem muita gente responsável, temos os seguintes três problemas:

  1. O tempo da empresa e a capacidade de entrega ficam restritos a quanto tempo uma pessoa consegue trabalhar.
  2. As áreas ficam bagunçadas, pois se eu posso meter a mão na sua área, ela não é exatamente sua e isso além de desmotivador é contraprodutivo, pois obviamente uma pessoa só não vai conseguir fazer tudo.
  3. Quem leva a culpa normalmente não é o dono da área que está deixando de fazer, é o doido que fica correndo para resolver tudo e acaba fazendo merda.

É aí que se faz necessário parar, olhar para o cenário, identificar o erro e cada diretor começar a distribuir o trabalho, estimular e dar suporte, mas não fazer.

Ah, e para os controladores de plantão, será um grande desafio…

3 – Ajudar as pessoas a contarem as suas histórias é essencial

Ajudar as pessoas a contarem as suas histórias é essencial

Sabemos que o trabalho muitas vezes é pesado, que a rotina à distância não ajuda em nada para a entrega do que precisa ser feito e que a isso soma-se toda a carga emocional desse período tão conturbado de crise.

Mas esse é o mundo em que vivemos e não será a primeira vez. E qual será a diferença de agora para uma situação parecida no futuro?

O seu preparo.

Porque aquilo que não te mata, te fortalece!

Por essa razão, temos que entender que a entidade definitivamente não é o último local que cada pessoa do time vai trabalhar.

Então, como criar um espaço em que as pessoas podem assumir responsabilidades, ter projetos, terminá-los, crescer como pessoa e profissional e ter o que contar no futuro?

Poder chegar na festa de família e falar um pouco sobre o que você faz, porque isso é importante para você, para o ecossistema universitário e para todas as pessoas que são atingidas pelo seu trabalho.

Ou então chegar numa entrevista de estágio e, mesmo tão novo, ter uma grande história para compartilhar, recheada de experiências engrandecedoras e que inspiram.

Ser parte de uma entidade é isso. Mais do que tirar de cada membro o que ele tem para oferecer e manter o engajamento do time, cuidar de uma entidade é doar.

Doar um espaço de trabalho e crescimento, doar boas relações, que muitas vezes ficarão para a vida toda.

Doar um sonho de juntos construírem algo grande, que será lembrado mesmo após a mudança de gestão.

Sacou?

É esse o espírito da coisa. Olhe sempre por esse lado e deseje sempre melhorar, seja na entidade ou na vida profissional depois dela, que as coisas vão fluir e você vai alcançar o seu objetivo.

E conte com a gente nesse caminho!

Veja também: Como reduzir o impacto da quarentena na minha entidade estudantil?


Gustavo Mani | Graduando em Administração pela FEA-RP USP.
É especialista em Marketing Digital e empreendedor, tendo fundado a empresa Marketing do Futuro.

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