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TOP 10: Histórias de bixos e bixetes

Você acabou de entrar na faculdade. Mudou de cidade e talvez ainda esteja procurando moradia. Está todo perdido e não sabe o que vai encontrar por ali, mas está animado!

Conversamos com vários veteranos e veteranas para saber como é que foi no seu ano de bixo e bixete. E ouvimos muuuuuitas histórias. Selecionamos dez, das mais engraçadas às mais tensas, que fazem rir, chorar e por a mão na consciência para ficar a lição: “não fazer nunca mais”.

Tá preparado?

10ª – Histórias de busão

Na primeira semana, Jéssica S. não tinha a menor ideia de como voltar pra casa. “Fui pra faculdade com minhas veteranas e, na volta, não sabia qual circular pegar (tinham 2). Acabei pegando o errado, claro. E devo ter levado uma hora a mais pra chegar em casa, mas serviu pra dar a volta na faculdade toda hahaha.”

Sua chará Jéssica Lima, que nasceu em Joanópolis (SP), passou por uma situação parecida quando foi pra São Paulo estudar nutrição. “Esperei o ônibus no mesmo ponto em que eu desci, algumas vezes, achando que ele ia me levar de volta pra onde eu estava hahaha. E eu não sabia que tinha que dar sinal para ele parar.”

E quando o transporte não era como você imaginava? Rodrigo  S., que foi de São José do Rio Preto pra capital paulista, ficou muito desapontado quando soube que “o trem de não é daqueles que fazem ‘tchu tchu”.

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9ª – Gírias, sotaques e… que foi que você disse?

Quem diz “trem” até hoje é a Andressa Pimentel. Ela foi da pequena cidade onde dizem que tudo é grande, Itu (SP), para o Triângulo Mineiro. E, no começo, era difícil entender as gírias. Quando ia pegar um ônibus, era “ons”. “Parecia que a gente ia pegar uma onça”. E o que era ganso? A cidade de Araxá.

Sua amiga ficava o tempo todo falando das “biloca verde” dela. “Meus Deus, o que é essa biloca verde?”. Eram olhos verdes! E quando emendavam uma palavra na outra? “Pra gente entender, eu brincava que tinha que ter a tecla SAP”.

Mas, com o tempo, todo mundo pega o jeito. “Você vai vendo a sua transformação, pegando sotaque, participando da cultura”. E hoje, depois de passar por Itu, Uberaba e Rio de Janeiro, ela mora em São Paulo, faltando tudo junto e misturado.

8ª – Shot, shot, shot!

Muita gente chega na faculdade sem ter bebido nada na vida. Às vezes, é difícil pegar o jeito e acertar a dose.

“Eu não bebia antes, até que tomei um shot na primeira festa, e fiquei: ‘Meu Deus, o que é isso?’ Na segunda festa, eu tomei 18”, contou Rodrigo S. #minhanossasenhora

Era de se esperar que ele fosse passar mal, mas o bixo é forte. E isso até virou tradição. “Dois bixos tentaram bater esse recorde na mesma festa e conseguiram.  Esse ano, eu e a amiga que me acompanhou nos shots vamos tentar bater esse recorde”. Quem será que vai ganhar essa?

> 6 dicas para organizar festa em casa sem dar ruim

7ª – O tão esperado inter

Sabe aquelas dicas que todo veterano dá e nem sempre a gente presta atenção?

“No meu primeiro inter, eu não levei colchão. Não sabia como funcionava. Fiquei quatro dias dormindo no chão, quebradão. Mas meu amigo foi embora no segundo dia de Interusp porque não aguentou.” Otávio D.

Da próxima, faz esse checklist, Otávio: 10 dicas para se preparar para os jogos universitários

6ª – É muita gente nova, right?

Tanto que Ana Zamur nem conseguiu guardar o nome das pessoas.

“Tinha uma menina que chamava Faine. Aí, eu gravei na minha cabeça que o nome dela era ‘bem’ em inglês. Mas quando eu a encontrei de novo, me confundi e a chamei de Naice (nice). Ela fez um olhar mortal na hora, mas viramos migas depois, rs. Moral da história: não é fácil ser caloura e ser apresentada pra mil pessoas o tempo todo, haha.”

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5ª – O primeiro vexame, a primeira DP…

E aquela gafe na frente do professor, quem nunca?

Gabriel Guido pediu pra ir ao banheiro e acabou ouvindo um “vai, não sou seu pai!”.

Já Pedro* conseguiu disfarçar quando fez seu primeiro projeto arquitetônico. “Eu fiz um prédio que era um elefantão, porque era o que eu conhecia. No dia da apresentação, todo mundo colocou as maquetes na frente da sala: tinham umas que tinham prédios que saíam de dentro do chão e várias ideias que nunca tinham passado na minha cabeça. Um dos professores esculachou o meu projeto, do meu lado, sem saber de quem era. Eu fiquei com vergonha e, claro, não falei nada.”

Foi por pouco, né?

i cant believe it season 3 GIF by Bachelor in Paradise

Já a Andressa pegou D.P. com mais cinco amigas, porque o professor pegou birra delas. Detalhe: elas eram a terceira turma e nunca, antes, ninguém, na história daquele curso, tinha pego uma D.P.

Ela passou por aquele momento: “Meu Deus, eu não sou mais aquela boa aluna, que nunca repetiu de ano, que nunca tirou nota baixa, que nunca ficou de recuperação.” Mas acontece.

4ª – Professor diferentão e o Educão

Ainda bem que tem professor legal também. “Era o primeiro dia de aula de Língua Portuguesa e entrou um cachorro na sala. O professor estava falando de semiótica, linguagem… e ele entrou na pira do cachorro. Ficou olhando e falando: ‘olha só o cachorro. Ele não está aqui vivendo, ele está apenas existindo’. Foi a maior brisa e a gente apelidou o cachorro de Educão hahaha. Ele virou mascote da turma” – Julia A.

Aliás, o curso era o de Educação Física. E Educão frequenta as aulas até hoje. Olha só:

3ª – Festas, pais e ir virado pra aula

“Numa festa, cheguei antes das 23h. Fui o primeiro (sem ser da Atlética) a chegar e fiquei mais de uma hora esperando pra abrir. Era minha primeira festa da faculdade e meus pais me levaram de carro hahaha.” Tá tudo bem, Pedro*.

Com a Andressa, que morava há quilômetros da mãe, não tinha essa. Ela não perdia uma festa. Mas também não deixava de apresentar trabalho. Resultado? “Quantas vezes não fui apresentar trabalho suja da festa do dia anterior?” Ia de chinelo, com a roupa do dia anterior e as pernas sujas de barro, direto da festa, sem dormir. Se reconheceu?

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2ª – Cadê o ‘Jubilou’?

Por muito tempo, Gabriel Guido achou que “jubilou” fosse o apelido de um veterano vagabundo que fazia várias aventuras.

“Eu fiquei meu primeiro semestre todo tentando conhecer o ‘jubilou’ em algum rolê. Pra mim, ser ‘jubilado’ era fazer algo que o ‘jubilou’ faria.  Tipo: tal pessoa não fez matrícula, foi jubilado, ou seja, se comportou como o Jubilou”.

Já pensou?

i can't find him where is he GIF by Gotham

1ª – Uma história dessa, bixete…

…merece o primeiro lugar.

Quando “Yoga” (como é conhecida) chegou em Bauru, não estava acostumada com o vento da cidade e, logo na primeira semana, ficou gripada.

“Mas era só uma gripe, né? Todo mundo fica gripado direto e nem dei bola. Fui nas festas da Semana de Recepção – em todas, na verdade – e bebi um monte. Me molhei, fiquei de madrugada na rua com vento e tudo”.

E não é que ela ficou com sinusite?

“Mas pensei: ‘Poxa, é só catarro acumulado, sabe? Se eu tomar um descongestionante, vou ficar de boa.”

Então, não foi ao médico e continuou indo nas festas. Até que começou a tossir muito, mas não tinha dor na garganta. “Eu fiquei tipo: “Ah, é só catarro que desceu, nem deve ser nada”.

Ela ficou mais de 15 dias com tosse, até que começou a doer nas costas, mas “podia ser só esforço por tossir muito” e seguiu a vida. Até que um dia…

“Tive muita febre e vomitei de tanto tossir. Aí não teve jeito. Depois de dois meses que eu tava aqui, eu fui ao médico!”

Ela fez todos os exames e descobriu que estava com uma pneumonia muito avançada e levou todos os sermões do médico. “Tive que tomar 20 dias de antibiótico e fui proibida de sair de casa sem ser pra ir pra aula”.

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Mas passados esses 20 dias, lá estava ela de novo, um dia após parar de tomar remédio, bebendo vinho barato. O fígado não aguentou (foi muito antibiótico e vinho em pouco tempo) e ela foi pro hospital. “Tive infecção hepática e fiquei dois dias internada, tomando soro e tudo. Foi péssimo”.

Mas ela ficou melhor e, depois de uma semana, já estava quase zero bala. Até que percebeu que estava atrasada para um evento e saiu correndo pra chegar a tempo. O que aconteceu? Caiu da escada e torceu o pé: “Foi feio, não conseguia andar. Eu não sabia se chorava de dor e de cansaço, ou se ria por tudo que tinha acontecido!”.

Ela acabou indo pra casa e ficou duas semanas de repouso (ufa!). “Achei que não ia terminar o semestre viva, hahaha. Tudo porque queria aproveitar minhas festas na faculdade e subestimei que minha saúde.”

Afinal, era só uma gripe, né Yoga? Aliás, ficamos curiosos quanto ao apelido. Será que depois de tudo isso ela ficou zen? Depois de toda essa história, não deu tempo de perguntar…

*Nome fictício para preservar a identidade 😉